* Colegas: um filme pra quebrar paradigmas

26 out

Nunca o tema “inclusão social” e “diversidade” estiveram tão presentes no discurso corporativo. Muitas são as empresas que passaram a admitir os mais diversos portadores de deficiência nas equipes. Apesar deste avanço, chega a chocar como o preconceito ainda está infelizmente arraigado na sociedade de modo geral.

Também chama a atenção a quantidade de empresários e companhias que adoram falar sobre inclusão social e diversidade sem se ater ao lado prático da questão. Sem mudança de cultura efetivamente falando, todo o discurso se resume a isso: blablablá de marketing.

Para a produtora Gatacine, paradigmas existem para serem quebrados. E mais: nós realmente acreditamos no poder multiplicador da diversidade. Por isto, temos convicção que estimular a sensibilidade artística e lapidar as virtudes de Ariel e Rita – através de um trabalho de preparação de atores para que brilhem na tela do cinema – será uma grande contribuição para desmistificar “verdades absolutas” de uma sociedade ainda muito míope…

Ariel e Ritinha: surpreendentes a cada semana

Desde junho, as noites de quinta-feira são muito especiais na Gatacine. Os atores sindrômicos Ariel e Ritinha chegam para os aguardados ensaios e o resultado tem sido cada vez mais surpreendente, pois ambos têm se dedicado com afinco a seus personagens. De uns tempos pra cá, a evolução que vêm apresentando em termos de atuação é simplesmente impressionante.

Ariel e Ritinha quebram paradigmas a cada ensaio. Eles se superam. Eles improvisam. Eles se inventam e se reinventam. Eles me emocionam, me fazem gargalhar, me deixam pasma… Que privilégio ter a chance de participar ativamente deste processo e vê-los desabrochar tão de perto…

uma relação de amizade e aprendizado mútuo

Alek, Rita e Ariel: uma relação de amizade e aprendizado mútuo

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2 Respostas to “* Colegas: um filme pra quebrar paradigmas”

  1. César Brasil 26 de outubro de 2008 às 10:44 pm #

    Eles são demais, os dois!
    Participei junto do Elder Torres e do Carlos Miola do ensaio da última quinta, eles são especialíssimos, no melhor sentido da palavra. Amei os dois.

  2. Fabíola 26 de janeiro de 2009 às 8:55 pm #

    À equipe,
    Parabenizo a iniciativa de mostrar as diferenças, no início de 2008 fiquei gravida do meu primeiro filho e já no primeiro ultrassom descobri que ele teria a trissomia do 21 ou simplismente teria a Síndrome de Down, confesso que minha ignorância do assunto aumentou muito minha dor.
    Infelizmente meu filho hoje não está comigo, mas quando recordo do meu sofrimento ao saber da síndrome, penso que sofri em vão, por simples falta de conhecimento sobre a síndrome.
    São atitudes como a de vocês que diminuem essas dores, que dão oportunidade as pessoas com a síndrome mostrarem que quando uma pessoa se destaca não é pela semelhança e sim pela diferença.
    Estou anciosa pela estreia.
    Obrigada.
    Fabíola Reis

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